sexta-feira, 27 de abril de 2012

Caribé




No meu boteco
tem cachaça, cerveja, muié
torresmo 
pele de porco mesmo
baranga, bacana, banana
homem-piranha, que desgrama!
Bebuns acordam-me aos berros
e eu esquentando a cama

No meu boteco
área-vip dos banidos
marginais de toda espécie
mal-amados, bem queridos
sarjeta pouca é bobagem

Nesse muquifo onde troco a grana
troco, porque ganhar já esqueci
e se embola a amante com a dama mulher
voando pena pra todo lado
aparece quem bem quiser
ou se perdeu de si

Espero a porrada cantar
 caírem dos saltos
para debaixo a cima olhar
seus fundilhos úmidos
do calor-proposital
umedecidos

Pardieiro cheirando a cigarro
suvaco e cece 
vômito de bebida quente
mordomia do Caribé
bar de homem-muié, tudo mais
que a propaganda diga
mentira da oposição maldita
esses meu-freguês de bosta
nem zóio tem nas costa
e enxerga-fala que mal-me-quer

***
Vem ser feliz aqui no bar Caribé!

Joice Furtado - 27/04/2012

3 comentários:

Letra e Ato disse...

Muito bom, inusitado! Você tem umas sacadas... "marginais de toda espécie/mal-amados, bem queridos/sarjeta pouca é bobagem" é muito bom. É como se o Gregório de Matos e o Augusto dos Anjos fizessem uma parceria moderna.

Letra e Ato disse...

Muito bom, inusitado! Você tem umas sacadas... "marginais de toda espécie/mal-amados, bem queridos/sarjeta pouca é bobagem" é muito bom. É como se o Gregório de Matos e o Augusto dos Anjos fizessem uma parceria moderna.

Letra e Ato disse...

Muito bom, você tem umas sacadas, geniais, como "No meu boteco/área-vip dos banidos/marginais de toda espécie/mal-amados, bem queridos/sarjeta pouca é bobagem". É como se o Gregório e Augusto fizessem uma parceria no século XXI, rsrsr.