quarta-feira, 25 de abril de 2012

Abraço



Sentado na praça 
a hora passa 
e os momentos, esses
todo tormento embaça
a vidraça das esperanças

Saudável é aborrecer o que lhe aborrece

O jogo de cartas
a criança que corre 
abrace
a vida que vier
sentados na praça
os amigos sorriem, discutem alegrias 
até as desgraças vêem ruir
ante o novo recomeçar

Sentados nos bancos
transeuntes passando passantes
milhões de pensamentos
rostos, dores e histórias
o que volta e segue adiante
você, eu e o tempo
que não se senta
caminha sem parar


É a hora do rush dos sonhos, o sonhar incontestável aquece

Joice Furtado - 25/04/2012

2 comentários:

Toninhobira disse...

Um belo olhar no cotidiano,sentado numa praça onde a vida passa rapidamente aos olhos do atento observador.
Muito bom.
Parabens Joice.
Abraço.

Marli Boldori disse...

Belo jogo de palavras que teceram tão lindo poema,que fala-nos do tempo,da falta dele,da praça,pessoas que correm sem saber onde vão e a vida continua....Lindo! Um abraço!