sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O florescer do amor



Cuida o zelo,
em excesso o negrume
ávida de ter, exacerba
Nem sonho, nem lume
há como florescer
amor,
na terra do ciúme.

A flor se debruça
no jarro adornado
do falso betume
Colorido artificial
que lhe cobre
impune
Sufoca a raiz,
da terra o cheiro
do barro real.

Se lhe veem
altiva,
premeditam metê-la
no vaso do mal
Esse que mascara
toda natureza sã
A alegria fingida,
por vezes descabida
da alma vilã.

Joice Furtado - 27/01/2012

1 comentários:

Albuq disse...

Bela poesia!