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sábado, 27 de setembro de 2014

Esteta



Que doido isso
Inventar poesia
Ser artista


Comer palavras
Ter olhos nus
Vesti-las


Que doído isso
inVentar poesia
Artista Ser


Há um quê
de desejo no Ar
molhando a boca
lambuzada de fantasias


Mesmo
críticas escritas
sintéticas frases


pontuam confissões íntimas.


Joice Furtado

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Esplêndida



Pequenos, longos voos
Olhos se perdem entre arroubos


Felicidade em fagulhas
Insistente crepita
Soprado o vento, ânimo


Anima alma a favor, impulso
Estende asas e te ergas...


Esplêndida ave

Atravessa a bruma.


Joice Furtado

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Vem



Vem a mim teus olhos
teus olhos
são como os meus
âmago
aberto caminho
onde me horizontas
onde e quando
- arriscarei
voo do ninho
asas poéticas
teus olhos nos meus
traçado
ilusões ou não
moinhos
           de vento,
           de chuva,
           de ondas

           esmagam medos
           sopram estimas
           mArejam
           uma dança
           entre véus explícitos
           toques
           dedos, veias feéricas

           vem a mim
           poesia íntima


Joice Furtado

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Cortejos


Fincada ideia
ânsia
soam dísticos


Vontade saliva boca
despontam versos


Ambivalências vocais
gritos
agostinas ruas chamam


Manchado vocábulo
tons de cinza avermelhado
e o desejo...


sob nervos
marchas lacrimais
no vão lírico


entranho
enevoo clareio olhos
matutino ofício


Fruída palavra
espero
incessantemente caço


Tigres ou Leopardos?
no foco apenas verbos
fortes hemorrágicos


Fincada à pele
delicio
dedos na verve


... essa sempre me tentará
    

    assim dispo
    mente em cortejos

Joice Furtado

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Arte decor

  


Saliva e prova d-
o claro desejo
no ato
vê rosto febril d-

aquela confessa quim-
era sim, pode crer!

espécie caleidoscópio
mulher, mulher

solta no uni-Verso d-
a palavra
desprende fala
a quem vier
            com jeito 

sorri, abre seio
talhada obra, arte d-
e cor
botão por botão d-
a blusa expulsa

seda, sinta, suaviza
— que mais poderias ser?
     apaixonada Musa d-
     

     o amor pulsa ...
                          
                   Poesia
Joice Furtado

sábado, 3 de agosto de 2013

Compassos




Na pausa do poema
vejo-te
em segura
insegurança

Mistério
a decifrar atos
silencio
       - fartos gestos

Na pausa do poema
mastigo intentos

sopros
sorriem
      - tristes olhos

são extraordinários esses!

curvas, linhas no papel
em minha direção
ondulam sons 
           - verso

nua escrita
nunca tímida
desnuda-me 

na pressa do poema
pausa
aceleram
meus pés para ti

Por que corrias na chuva?
tão já estarás aqui

entre pausas e pernas
tinjo teus cinzas
e vives de novo
nestes desejos poéticos

Joice Furtado

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Arrebato - Poema publicado em Vidráguas



Arrebata-me os meios
termos entregues ao delírio
suave é o teu
íntimo prazer

notas derramadas num corpo
copo de amores tantos
e palavras… infinitudes
sussurras em meu ouvido


não olvides
eu a amo
entre quatro paredes
quarteto de mãos abraçadas
brasas líquidas
queimando queimando
devoras meu estado suspenso
leva-me ao mais dilatado
coração em saltos


eu a amo
embora seja triste dizer:
- a vida é cheia de injustiças! –
carrego tatuadas algumas delas
na pele demarcações
terrenos minados
curam-se com toques bálsamos
suaves linhas odoríficas


exalto mais um vez
impressões lacrimais
hemorrágicas humilhações
dolorosas queimaduras
– são tantos egos! –


pisam sobre minha cabeça
chocalham seus guizos
quando arranco essas peles
reveste-me desejo


encaixada nos aromas
beijos ao final de mais uma tarde
leva meus instantes contigo
tessituras, nós
entre versos e vontades
fluímos juntas, poesia


Joice Furtado 

Poesia Viva! Agradecimento aos amigos Vidráguas, maravilhosos poetas com quem aprendo muito, fontes de inspiração. Em especial à pessoa de Carmen Silvia Presotto, coordenadora do Site-Editora e uma grande amiga. 

Acessem o site Vidráguas e confiram outros poemas em primeira mão!