Google+ Mergulhei em seus olhos...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Desde mi interior

Às vezes eu falhei
Mas você continuou fiel
Tua graça me levantou
Me basta teu amor

Deus Eterno
Tua luz para sempre brilhará
E tua glória é imcomparável e sem final

Senhor, tua vontade permanecerá
em ti eu quero me perder
em adoração

Do meu coração, te dou o controle
consuma todo o meu interior, Deus
Justiça e amor
Me abraçam Senhor
Te amo desde meu interior



Quantas vezes eu chorei e você enxugou minhas lágrimas. Acredita em mim até quando eu mesma não acredito. Meu coração pertence a Ti. Todos podem me abandonar mas sei que você permanecerá. Nunca me esquecerei de quando disseste: Vai dar tudo certo! Não foi meu coração ou imaginação minha. Vai dar tudo certo! Eu acredito!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Lugar predileto

Fugiu!
A poesia fugiu
Não!
Eis que a encontro
em seu lugar predileto
pulsando no mesmo compasso
das batidas do meu coração

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Redoma

Hoje eu saio da redoma
Dessa vida tão regrada
Direi aquilo que sinto
Escute-me, não ficarei calada

Hoje eu saio da redoma
Chutarei o pau da barraca
Você não manda no que eu penso
Não me diga que sou fraca

Se eu pinto o cabelo
Ou uso roupa apertada
Que lhe importa os meus defeitos?
Se estou certa ou errada?

Não me olhe como tolo
Já cansei de ser lesada
Lesada em meus sonhos
Que você diz serem ilusões
Lesada em meus sentimentos
Por tamanhas decepções

Hoje eu saio da redoma
Na qual eu estava
Talvez para me proteger do mundo
ou somente das suas palavras
Fique quieta! Você não sabe o que diz!
Já cansei, agora basta!
Se é auto-suficiente
que tal viver sozinho
sua vida deslumbrada?

Não me diga o que sou
Pois de mim nada conhece
Somente a ponta do seu próprio nariz
É onde enxergar consegue

Você não sabe o que é amar
Pois só ama a si mesmo
E o que mais dói é perceber
Que, pouco a pouco, estão lhe corroendo
As agruras do seu ser

Hoje eu sai da redoma
Não preciso mais dela
para distante me manter
da poeira que há em você.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Soltando o verbo

Gente
que trabalha de sol a sol
e planeja um futuro
diferente do presente
Gente
Que tem tantos motivos para chorar
mas segue em frente
Sua vida de trabalho
em que com pouco se faz contente
Gente
Oprimida, desmotivada
Pela antiga bandalheira
Banda podre da humanidade
A ladroagem costumeira
Eleitos pelo povo
Mergulham na sujeira
Perpetuam com seus atos
A miséria brasileira

Nas filas dos hospitais
em macas e no chão
Debaixo do viaduto
Ou em meio a um lixão

Olha! É gente!
Lançados à margem
de uma sociedade demente
Deveriam ser respeitados
por "ser gente"
Que incoerente!
São chamados "carentes"
Porque não recebem o mínimo
Para uma vida decente
Gente
que só deseja ser feliz
ter família e trabalho
Mas sofre com o descaso
Imposto pelo influente
Que segue mandando
na vida da gente
Roubando os sonhos
De uma sofrida gente
Que luta, que chora
por um futuro
e nem mesmo sente
que o seu futuro
para eles continua sendo:
Indiferente!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Doce ilusão

Não, não sorria desse jeito
Sabes que o teu sorriso
Constrange-me por dentro
És a minha paixão
Tu nem podes imaginar
Que perdi meu coração
Quando a vida me fez encontrar...o teu olhar
É mágica tal sensação
Sou apenas uma garota simples
De quem roubaste o coração


Ainda hoje estás do mesmo jeito
Em meu peito
Gravado em mim
Como uma fotografia
Minha ilusão
Não sou de criar fantasias
Mas tu és exceção
Sonhando posso ter-te
Aqui
Do mesmo jeito
Como o conheci

Não ligue se exagero
Afinal sou apenas uma garota simples
De quem roubaste o coração
Pelo menos só por hoje
Direi mais um vez
Minha paixão
Talvez amanhã possa enfim esquecer
Apagá-lo de vez de mim
Ou não
Guardá-lo aqui
Do mesmo jeito que o conheci...

sábado, 18 de agosto de 2007

Devaneio


Eu creio
Tudo é possível
Mas de vez em quando aperta uma dor no peito
Como saudade antiga
Saudade, essa é a palavra
É um sentimento?
Saudade é lembrança
Mas de que?
Talvez de ser criança
De chegar da escola e brincar com os amigos
Escutar com alegria histórias
Onde mocinho vence bandido
Quando não há decepções
E seu coração está livre do perigo
Livre de sofrer
Por não poder mais acreditar
Que mocinho vence bandido
Divagação!
Livre pelas ruas correr
e sentir o vento no rosto
Sem preocupação ou desgosto
Meu coração
Hoje eu já não quero chorar
Quero gritar, sim eu quero
Expulsar essa dor daqui de dentro
Com toda minha indignação
Que pouco a pouco
tentou me sufocar.

Não me leve a mal
Não vivo num mundo de ilusão
Descobri a muito tempo
Que precisamos lutar
Lutar para não matarem sua esperança
Ou esmagarem seu coração
Os seus sonhos de criança
Onde mocinho vence bandido
Divagação!

domingo, 12 de agosto de 2007

Tudo

Tudo
Vasto é o sentido
Remete a mais
Além do que é visto

Tudo
É o que tens de mim
Demagogia?
Há tanto que penso esconder de Ti
Porém tudo
Provas conhecer sim

Chorei como criança
E te pedi para meus sonhos realizar
Calei-me
Para em silêncio esperar
Dizia a mim mesma:
Será?
Mulher tola que sou!
Mas isso também tu sabes
Lembra?
É tudo
Não é um pouco ou menos que muito
É a totalidade
Por mais que falha eu seja
Teus olhos estão em mim
Nada, absolutamente
Pode me desvencilhar
Das cordas de amor
com as quais meu coração vieste enlaçar
E presa fiquei ao teu coração
Por isso é tudo
Convencida estou
Cada vez mais
Tudo
Que conheces de mim
E nada posso fingir ou esconder
Nem minhas fraquezas
As tolices do meu ser
Tudo transformas a teu jeito
O meu caráter
Que se mostra e é imperfeito
Tudo
Se molda e modifica por tuas mãos
Até os meus sentimentos
Que dirá meu coração?