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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Lugar predileto

Fugiu!
A poesia fugiu
Não!
Eis que a encontro
em seu lugar predileto
pulsando no mesmo compasso
das batidas do meu coração

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O tempo



O tempo passa.
A cada instante,
a vida passa também
Passam os dias de escola
e as férias de novo vêm
O tempo de deitar na calçada
para ver no céu as estrelas
De subir no pé de goiaba
O que será que me reserva a vida?
Tantos rostos já registrados
Amores perdidos e outros sonhados
Surpresas, alegrias, realizações
Aprender a dizer sim sem esquecer do não
Olhares, sorrisos, paisagens
Fazer cada instante valer a pena
Não se prender a tristezas
Trocar ódio por perdão
Esquecer as decepções

O que será que me reserva a vida?...Dependerá de minhas escolhas!

Até aqui já tomou uns tropeções
Mas se levantou e segue em frente
Não fique pensando no que será
Viva o hoje
O amanhã não lhe pertence
Sonhe, sim sonhe
Mas não deixe de lutar por seus ideais
Lembre-se, depende das suas escolhas!
É só acreditar
Pois aquele que sonha e confia
O sonho verá se realizar

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Dançando com o vento

Vento, suave vento
Que leva as folhas das árvores
Inconstante és, óh vento
E bailando as folhas vão
levadas pelos ares
Tua brisa toca meu rosto
de mim descobre os detalhes
Como sabe do que gosto
para meu rosto assim tocares?
Docemente tu me tocas
e eu te sinto, óh vento
Envolvendo-me
Queres comigo dançar?
Com suspiros então lamento
Você passou tão rápido
mas deixou na memória
aquele breve momento:
como o sopro suave do vento.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Chuva



Pequenas nuvens lá no céu
formam desenhos tão belos
Leves gotículas de água
se unem num grande elo
Eis as montanhas mais lindas
onde o homem não pode pisar
tão puras e limpas
imponentes flutuam no ar
Carregadas mudam de cor
É água demais para suportar
Precipitam-se e agora
a chuva lá fora está
Ouço o barulho das gotas
o som nas telhas posso escutar
Não existe nada mais suave
do que o som da chuva na madrugada
Parece que seu corpo se transporta
Para o meio da chuvarada
Fecho os olhos
Dá para sentir na pele
O toque das gotas d'água
Escute as notas da chuva
A chuva da madrugada
Nos telhados a ressoar
Tá...Tá...Tá...Tá...Tá...

domingo, 15 de julho de 2007

Madrugada fria

Madrugada fria
Andando com os pés descalços
nesta rua vazia
No peito um coração apaixonado
Cadê você que não o vejo?
Na mente resta um verso
para um amor não declarado
E na boca o gosto
de um roubado beijo

Madrugada fria
e eu andando nessa rua vazia
Sem ver você minha paixão
Cada passo que dou
me faz lembrar que longe está
Se meu pensamento voasse
poderia então lhe encontrar
Será que você o receberia?
Nessa madrugada fria
estou aqui sozinha
caminhando na rua vazia
Meus pensamentos voam para lhe encontrar
Quem sabe possam em seu coração provocar saudade
Lembrança dos olhos meus
Os mesmos que desesperadamente anelam
Pelo vislumbre do seu olhar.