Google+ Mergulhei em seus olhos...
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Voltas

Girando vai o mundo
Nessa constante repetição
Passam as horas, os segundos
Sozinho está meu coração

Gira mundo, torna a girar
Quem sabe numa das suas voltas
Aquele por quem meu peito suspira...
Eu possa enfim encontrar

Esse é o mal dos românticos
Sempre em busca de uma paixão
Se não há, que importa?
Faz-se uma de ilusão

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Redoma

Hoje eu saio da redoma
Dessa vida tão regrada
Direi aquilo que sinto
Escute-me, não ficarei calada

Hoje eu saio da redoma
Chutarei o pau da barraca
Você não manda no que eu penso
Não me diga que sou fraca

Se eu pinto o cabelo
Ou uso roupa apertada
Que lhe importa os meus defeitos?
Se estou certa ou errada?

Não me olhe como tolo
Já cansei de ser lesada
Lesada em meus sonhos
Que você diz serem ilusões
Lesada em meus sentimentos
Por tamanhas decepções

Hoje eu saio da redoma
Na qual eu estava
Talvez para me proteger do mundo
ou somente das suas palavras
Fique quieta! Você não sabe o que diz!
Já cansei, agora basta!
Se é auto-suficiente
que tal viver sozinho
sua vida deslumbrada?

Não me diga o que sou
Pois de mim nada conhece
Somente a ponta do seu próprio nariz
É onde enxergar consegue

Você não sabe o que é amar
Pois só ama a si mesmo
E o que mais dói é perceber
Que, pouco a pouco, estão lhe corroendo
As agruras do seu ser

Hoje eu sai da redoma
Não preciso mais dela
para distante me manter
da poeira que há em você.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Soltando o verbo

Gente
que trabalha de sol a sol
e planeja um futuro
diferente do presente
Gente
Que tem tantos motivos para chorar
mas segue em frente
Sua vida de trabalho
em que com pouco se faz contente
Gente
Oprimida, desmotivada
Pela antiga bandalheira
Banda podre da humanidade
A ladroagem costumeira
Eleitos pelo povo
Mergulham na sujeira
Perpetuam com seus atos
A miséria brasileira

Nas filas dos hospitais
em macas e no chão
Debaixo do viaduto
Ou em meio a um lixão

Olha! É gente!
Lançados à margem
de uma sociedade demente
Deveriam ser respeitados
por "ser gente"
Que incoerente!
São chamados "carentes"
Porque não recebem o mínimo
Para uma vida decente
Gente
que só deseja ser feliz
ter família e trabalho
Mas sofre com o descaso
Imposto pelo influente
Que segue mandando
na vida da gente
Roubando os sonhos
De uma sofrida gente
Que luta, que chora
por um futuro
e nem mesmo sente
que o seu futuro
para eles continua sendo:
Indiferente!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Canção

Se de todo a minha alma perdesse o sonho
Totalmente morreria
por consequência de seus sonhos não cantar
óh alma minha
Cada nota da sua canção
Ora triste, ora alegre
Destila o amor
Seja verdade, seja ilusão
Quando faz vibrar suas notas
dentro do meu ser
Óh minha alma
Comoves o coração
E dessa forma
Ele segue batendo
Alimentado de sonhos
Cantando, vivendo
Essa singular canção.

terça-feira, 31 de julho de 2007

As ondas do meu amor



Os cabelos do meu amor possuem ondas
Assim como ondas tem o mar
Ambos eu admiro
As ondas do mar que quebram na praia
E as do meu amor a se pentear

O vento sopra sobre o oceano
Formando ondas que se propagam
Até a praia chegar
Galanteador é esse vento
Soprando os cabelos do meu amor
Para suas ondas acariciar

Quando o sorriso do meu amor se abre
Parece toda beleza ofuscar
O meu amor me olha
e meu coração descompassa
Ele conhece os meus detalhes
Lança o seu olhar em mim e nem disfarça
Quando está louco para me beijar.

Emoldurado está o rosto do meu amor
Como um quadro para ser admirado
Seu sorriso, olhar, seu jeitinho
E esse cabelo ondulado
Que não me canso de afagar

Porque tudo em meu amor é mais belo
Até mais que todas as ondas
Que sentado na praia
aqui estou a contemplar.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Dissimulado

Ri-se agora de mim
Quando me vê no chão
Ri-se das minhas dores
com sarcasmo e pretensão
Ri-se do meu pranto
Com crueldade desleal
Seu sorriso é falso
Nele se encontra o mal
Ri-se tanto dos outros
Mas por que ri afinal?
Se não há motivo para tanto.

Demonstra fraqueza tal ser
Que de tudo e todos debocha
Afasta de si as pessoas
E de tristeza, sozinho, chora.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O tempo



O tempo passa.
A cada instante,
a vida passa também
Passam os dias de escola
e as férias de novo vêm
O tempo de deitar na calçada
para ver no céu as estrelas
De subir no pé de goiaba
O que será que me reserva a vida?
Tantos rostos já registrados
Amores perdidos e outros sonhados
Surpresas, alegrias, realizações
Aprender a dizer sim sem esquecer do não
Olhares, sorrisos, paisagens
Fazer cada instante valer a pena
Não se prender a tristezas
Trocar ódio por perdão
Esquecer as decepções

O que será que me reserva a vida?...Dependerá de minhas escolhas!

Até aqui já tomou uns tropeções
Mas se levantou e segue em frente
Não fique pensando no que será
Viva o hoje
O amanhã não lhe pertence
Sonhe, sim sonhe
Mas não deixe de lutar por seus ideais
Lembre-se, depende das suas escolhas!
É só acreditar
Pois aquele que sonha e confia
O sonho verá se realizar

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Dançando com o vento

Vento, suave vento
Que leva as folhas das árvores
Inconstante és, óh vento
E bailando as folhas vão
levadas pelos ares
Tua brisa toca meu rosto
de mim descobre os detalhes
Como sabe do que gosto
para meu rosto assim tocares?
Docemente tu me tocas
e eu te sinto, óh vento
Envolvendo-me
Queres comigo dançar?
Com suspiros então lamento
Você passou tão rápido
mas deixou na memória
aquele breve momento:
como o sopro suave do vento.

domingo, 15 de julho de 2007

Madrugada fria

Madrugada fria
Andando com os pés descalços
nesta rua vazia
No peito um coração apaixonado
Cadê você que não o vejo?
Na mente resta um verso
para um amor não declarado
E na boca o gosto
de um roubado beijo

Madrugada fria
e eu andando nessa rua vazia
Sem ver você minha paixão
Cada passo que dou
me faz lembrar que longe está
Se meu pensamento voasse
poderia então lhe encontrar
Será que você o receberia?
Nessa madrugada fria
estou aqui sozinha
caminhando na rua vazia
Meus pensamentos voam para lhe encontrar
Quem sabe possam em seu coração provocar saudade
Lembrança dos olhos meus
Os mesmos que desesperadamente anelam
Pelo vislumbre do seu olhar.

sábado, 7 de julho de 2007

Recordações

Fala-me os seus segredos
O que se passa em seu coração
Das alegrias e medos
Dos momentos de solidão
Quando as luzes se apagam
Não existe mais multidão
Fala-me os seus segredos
O que se passa em seu coração
Hoje tudo parece perfeito
mas ninguém lhe viu chorar
As noites em que não dormia
Dias que não quis acordar
Como será que você chora?
O que lhe faz sentir-se no chão?
Queria saber os seus segredos
O que se passa em seu coração
Se já amou muitas mulheres?
O que gosta de comer?
De tudo o que mais querias
O que já conseguiu ter?
Fala-me como estás
Será que encontrou uma paixão?
Se encontrou e está feliz,
então é finita minha ilusão.