Google+ Mergulhei em seus olhos...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Se sou teu então...vem comigo!



Nuvem densa e vapor matinal
és primavera, verão
misteriosa, intrigante mulher
Sussurras o que queres
Abrasa meu corpo
o toque suave de tuas mãos


Teus desejos estampados
luzes coloridas que enfeitam
deste sorriso a expressão
Se digo que te quero
tu me respondes: ainda não!
Depois me reviras por completo
confundindo meu coração


És minha
ingênua, maliciosa
olhares que incendeiam
Enlouquece-me os sentidos
vê-la trêmula
sufocando os gemidos
beijando-me nervosa


Eis que estás presente em mim
doce mulher, ardente paixão
sou teu justamente
quando pensas que não


Sou teu pela manhã
à tarde e ao anoitecer
até mesmo em sonhos
procuro-te para dizer:
que és minha e só teu,
só teu é o meu querer.




Saiu à rua
e, como que em nuvens, andava
Palavras doces ainda ouvia
ecoando...ecoando
como notas de uma canção

Marejam seus olhos
Sorri para si mesma
repete com emoção:
encontrei, sim encontrei
meu amor, meu bem

Lá vai ela com seus saltos altos
Sozinha a caminhar
Em sua mente eis a lona estendida
do espetáculo multicor
No circo da vida
entra a personagem... Amor

És romântica, doce e bela
Tão suave como uma flor
Que direi para ti?
O que esperas?
Pergunta receoso para ela
Ser feliz é o que desejo!
Diz emocionada a mulher
E o que a impede?
Replica o Amor
Medo? Desilusão?

Falta-me aquele olhar
Aquele de quem se entrega
Sem orgulho, sem restrição
ou meias-palavras
Falta-me amar e ser amada
Com sinceridade, calor

Que me dizes? Que me respondes?
Se és tão simples, por quê de mim te escondes?

Tens-me sim
A toda hora e instante
basta apenas confiar em si mesma,
ah menina
Tudo irá mudar

Confio em ti
e é por isso
Que nesse peito perdura
esse ingênuo, constante ardor
Seja paciente comigo
Olhe-me nos olhos
Não me negues, não mudes
Diga apenas:De ti sou!
Chama-me suave
Sussure em meu ouvido
Venha comigo amor!



* Tá tudo misturado neste aqui (tu e você) mas tá legal, hehehe



Notícias
Marina Lima



Só você pode me incendiar
Pode acender a luz
Pode me ver chorar
Só você me faz tremer assim
Me mata de prazer
Sem encostar em mim

Me dê notícias desse amor
E o que ele faz pra não morrer
Se fica comigo até sempre
Ou se deixa o barco correr

Só você
Pôde me machucar
Soube me engolir
Pôde me dominar
Só você pra me trazer a paz
Eu que torci por ti
Eu que sofri por nós

Quanto mais velho o tempo é
Mais se cansa de esperar
Volta a ser só dos meus braços
E ouça o que eu não vou falar

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

When You Look Me In The Eyes



When You Look Me In The Eyes
Jonas Brothers
Fonte: Vagalume



Se o coração está sempre procurando,
Será que você consegue encontrar um lar?
Eu tenho procurado por esse alguém
Eu nunca conseguirei sozinho
Sonhos não podem tomar o lugar de amar você
Deve haver milhões de razões por que é verdade

Quando você me olha nos olhos
E diz que me ama
Tudo fica bem
Quando você está bem aqui ao meu lado,
Quando você me olha nos olhos
Eu vejo um relance do céu
Eu encontro meu paraíso
Quando você me olha nos olhos

Quanto tempo eu esperarei
Para ficar com você de novo?
Eu vou dizer que eu te amo
da melhor maneira que eu puder
Eu não agüento um dia sem você aqui
Você é a luz que faz minha escuridão desaparecer

Todo dia, eu começo a perceber
Que posso alcançar meu amanhã
Eu posso manter minha cabeça erguida
E tudo porque você está ao meu lado

Quando você me olha nos olhos
E diz que me ama
Tudo fica bem
Quando você está bem aqui ao meu lado,


Será que você consegue encontrar um lar?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Um amor maior que eu

Era uma vez uma mulher que procurava o amor...O amor está no céu, está na terra, está no olhar de uma criança, está na música, está em que lugar então? Ela procurou e procurou, até que num olhar compreendeu, o amor encontrou, escondido dentro de si, esperando alguém que dissesse:
dê-me seu coração, para você estou aqui!



Procuro um amor

não desses de cinema
que me faça sentir coisas loucas
e me inspire a escrever poemas

Procuro um amante
com aquele jeito safado
Que acaricie o meu corpo inteiro
prendendo-me ao seu lado

Procuro um homem
que não é perfeito
mas que me incendeie
quando me aperta com desejo

Sem vergonha e sem juízo
como diz a canção
que me abrase o corpo
e toque meu coração
Dizendo: eu lhe amo
e lhe quero com desespero
só você, só do seu jeito

Que nessa procura o encontre então
Seja hoje, amanhã, numa tarde dessas qualquer
Vida, que não seja isto ilusão
E nessa procura encontre enfim
o que minha alma tanto quer.
Ser feliz!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo



Eis que quero
corpo e mente
mistura de toque e calor
suspiros e o riso inocente
paixão sem mágoa ou dor

Um pouco de dois
Em tudo de nós
Em tudo nós dois
Juntos
Longe ou a sós

Eu quero a sorte desse amor
Que não se nega
Mas exagerado se faz
e se entrega
Eu quero no embalo da rede
afagar seu rosto até dormir
ver o seu olhar
aquele que sem perceber demonstra
seu amor por mim.


Todo o amor que houver nessa vida

Cazuza


Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta a mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nossa convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que agente nem vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum veneno anti monotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum remédio que me de alegria

Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti monotonia
e algum....

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

De vez em quando...



De vez em quando olho o seu retrato
e redesenho em minha mente os traços do seu rosto
Eu sei, é sem querer que sinto
uma vontade de lhe ter só mais um momento
O amor não morre, ele se distrai
e cresce com a ausência
É só esse querer que não se vai, que persiste
dentro do meu eu
que já cruzou o deserto e mares
apenas por um sorriso seu
Eu vivia bem antes de você
Agora, noite e dia, procuro
uma maneira de esquecer
Esquecer o que meu corpo sente
Esquecer a sua falta
Esquecer!
Porém, de vez em quando,
olho o seu retrato.

domingo, 19 de outubro de 2008

Metade (Oswaldo Montenegro)

Foto: Inmagine


Que a força do medo que tenho

não me impeça de ver o que anseio

que a morte de tudo em que acredito

não me tape os ouvidos e a boca

porque metade de mim é o que eu grito

mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe

seja linda ainda que tristeza

que a mulher que amo seja pra sempre amada

mesmo que distante

porque metade de mim é partida

mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo

não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor

apenas respeitadas como a única coisa

que resta a um homem inundado de sentimentos

porque metade de mim é o que ouço

mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora

se transforme na calma e na paz que eu mereço

e que essa tensão que me corrói por dentro

seja um dia recompensada

porque metade de mim é o que penso

mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste

e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável

que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso

que eu me lembro ter dado na infância

porque metade de mim é a lembrança do que fui

a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria

pra me fazer aquietar o espírito

e que o teu silêncio me fale cada vez mais

porque metade de mim é abrigo

mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta

mesmo que ela não saiba

e que ninguém a tente complicar

porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

porque metade de mim é platéia

e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada

porque metade de mim é amor

e a outra metade também.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Viver de quases não é viver


Texto retirado de I Love



Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo)