Google+ Mergulhei em seus olhos...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Respirações



Porque amanhece
Céu
Rosto da aurora


E a alma que antes ardia
Respira orvalhos
Ouve pássaros
Sonha... cAlma



Joice Furtado

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Alinha-voz


Recuso-me ser nó
Linha que te amarra -


Nunca cega
Quero-te solta


Poesia

Desatando sorrisos
Quando?
Sempre!
Embolo todas casas


Viras meu avesso
Se sentido nenhum há
... costuro esse
(Amor) à
Palavra!


Joice Furtado

Dissoluções



ele Mata
I-Mundo
eu sinto...


A perda
Tristeza
E agora? Digo:



A

Bondade
Esperança


Misericórdia! Grito:

Onde estarão?

Feridas feéricas
Apenas,
Zunido


Meu Deus!
Exclamam
Repito


Cruel Humano
Trágico mal


: Ele mata
I-Mundo


Sinto!


Joice Furtado

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Vozes



Além da cidade
meus pés caminham
cansaço


às vistas de amadurecer

sinto
espécie de raso
água sob retinas


afloro para dentro
aqui onde te aninhas
porque embalo sonhos
mais verdes que a relva
embaixo desses pés
                          cansados


abraço o vento
corpo molhado de chuva fria
nós nos amando na brisa
                  que passa
                  atiçando desejos


fica e mira
o levantar dos pássaros
a nossa janela de inspirações
subirão ipoméias


vozes sussurradas
e o meu cansaço agora
soergue vida
        mais vida
        em mim e em ti


Joice Furtado

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Alento



No leito do rio me alento
confundindo pedras, cascalhos
seixos de mim mesma e nós
águas sob os pés


Quando a nota âmbar sinto
cheiro que se levanta sereno
ao nascer das horas
corro ao corpo, mar


Vagueio ondas, espaços
dentro dele
ondulando  
saboreio
infinitudes e o desejo


Queimam nas veias corredeiras
olhar de imensidão, pouco triste
atiça
um novo recomeçar


Porque amar é vasto, engrandeço
calço sapatos-pérola

dançarei
ao ritmo das marés


Joice Furtado

domingo, 20 de outubro de 2013

Atemporal



Ao amigo Wilson Caritta, poeta Atemporal


Ao teu olhar
Imaginativo poeta
– grata, a palavra estala –

Dedos
No papel de vida
A cor



Azul
– o mar escreve –
Ondas que vem e vão
Rebeldes são tristezas



Enquanto houver sonhos
Desejos Atemporais
Comporás eternamente


– Versos Interiores ­­–

Joice Furtado

Crinçarte




Caçar abelha no pé de assa-peixe
Vagalumes em noite quente
Borboletas do tamanho dos sonhos


Água da mina bebida em folha de taioba
E os peixinhos nadam nas poças
Cheiro de lírio no ar

Escorregador de barranco
Pulo na lama
Tbummm!
o mundo fica mais vivo


Arco-íris bebendo o rio
Cadê o pote de ouro,
Será que chegaria lá?
De canoa ou a nado
Ops! Não sei nadar, nunca soube

Sei correr pra não perder o ônibus
Nas curvas
com minha bicicleta deslizo
Vrummm vrummmm!


Assim que pego ritmo
subindo na goiabeira
ali perto do ninho
Seu Bem-te-vi

Balanço de pneu, flor-de-beijo
Jabuticaba ou ameixa
coquinho de babaçú pra brincar

Preciosas dálias da vizinha
Lendas, fantasmas e a fantasia
inspira a mente desta menina
... eis da poesia o despertar
serei criança para sempre

Joice Furtado