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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Web-Livro Corpoemas Ed. I - Versos Vibrantes



Série Corpoemas - Falam dedos, roçam palavras, chamas de prazer. 


Web-Livro com Poemas Vibrantes - 2013




Joice Furtado

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Paisagens ExtraInteriores



Paisagens de mim
meadas sensações
em recomeço
desdobramento

Planejo inventos
somo
traços sentidos
frações do mesmo

Recuo e avanço
planto pés na terra
cresço
danço com a brisa

Movimentos intensos
pensares e argumentos
variado
efeito cognitivo

Lambo o selo
carta íntima tenho
jogo pernas para cima
matéria evolutiva

Paisagens minhas
meadas trançadas
destapo sol da peneira
bordo luzes 

nos pelos, boca, olhos
sexo
desejo linha expressiva
azuis, amarelas, oliva

verde esperança
caminho no grAmado peito
sinto
as vontades mais belas

aprendo o apreensível
desprezível nunca
fusível, fundível
prazer auricular

só quem os abre saberá
ouvir preciosidade
mais além
     guardá-las dentro de si


Joice Furtado

Entregue poema



Eu lhe dou um poema
com frases dismétricas
e mil flores raras
          sim, um poema
          que ame a cor dos olhos
          voz e contornos
          elegantes traços seus

em cada minuto
por instantes infindos
dou-lhe o verso
também a folha de capa
e todo o conteúdo
          vivo, no poema
          ali estamos
          marcas, tons, nudezes
          sorrimos de mãos dadas 

Eu lhe dou um poema
respiro de cada manhã
no café e quando ando
pensativa rua dos sentimentos
          aqui, um poema
          rouco como sua voz
          sexy sentido
          quanto me provoca!

Eu lhe dou um poema
todos
          de uma só vez
          aos goles de um chope
          na tarde, perto das três
          com rima ou sem

Você é amada 
          poesia de cada dia
          ardente em minha retina
          decantando contos e lágrimas
          emoção bem vinda 

não quero que se vá!
porque me dói a sua perda
sem rumo ou letra
          sem poema
          na avenida arborizada
          flores, ramos, placas
          com pés nas nuvens, calçada 

assim eu fico emendando ondas
          tecendo colchas de palavras
          rendas para você
          enfeites mais que lindos

desaprendo terminar o texto
          há tanto a dizer!
          aí vai o resultado

          Amor

           Eu lhe dou o poema
         nele me vejo, tão seu
     
Joice Furtado    

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Elogiar por Tânia Du Bois




Fui surpreendida nesta manhã com este artigo maravilhoso de Tânia Du Bois sobre a questão de elogiar e ser elogiado e como tal ato pode fazer revoluções tanto em quem recebe quando em quem o pratica.  E como é difícil para algumas pessoas reconhecer qualidades nas outras! Em um mundo que se torna cada vez mais imediatista, egoísta e perverso, um raio de luz no sentimento alheio é o bastante para salvar vidas. 

Compartilhe um elogio! 

Leia o artigo em Letras Et cetera

sábado, 20 de abril de 2013

Puída




Quantos tereres bastarão para um Ser?

Se nascemos todos nus,
a roupa é o que menos importa


Seja limpa alma
Seja apenas
alguém decente

: de termos, de palavra, com mente

bastante caráter
não o suficiente para cuspir asneiras


até um cão sabe
reconhecer a dubiedade
rosna e late
rosna e late
frente ao de língua injusta


celebra ao amigo
calor nos dias frios
e quando menos se espera


quem cultua o vazio
Ego!
tropeçando nos pés estará


É tempo de arejar a ideia puída

Joice Furtado

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Bom dia!



Um belo dia você acorda
Acorda porque é preciso acordar
Abre os olhos e percebe
Deixou de amar 

Um belo dia você acorda
Vira de um lado para o outro da cama
Ali um corpo já não está
Então você se sente bem

Um belo dia você acorda
A corda que a enforcava foi rompida
Quando tudo conversado era crítica
Você suspira e pronto

Um belo dia você acorda
Faz um trato consigo mesma - feliz - 
Tudo que aquele era enoja
Você agora sabe o que diz

Sem um filho da puta que lhe coloca para baixo

Um belo dia, sim, você acorda
Pois dormia um sonho agitado
preenchido de constante pesadelo

Um belo dia, Aff!
Esse é seu verdadeiro conto de fadas (a realidade) 

Agora você pode ser quem quiser 

Pensa:
         a sa-Fada sempre sai ganhando

Joice Furtado 

A-fiada Espada



Sou um peixe e só
I-spada
Luto através dos mares
Enegrecida e fria água
Não vejo hoje a luz do sol
Cobriu-se o brilho que tanto amava
Introspectivo sigo
Ouvindo lamentos do silêncio



Dizem que crescer é isso
                            : Saber respeitar as diferenças!



Linguado, Tigre, Marlim, Sardinha

Asfixio meu sentimento com mágoa

Sou um peixe e só
sem nada
       mais a dizer


Na bainha trago a-fiada
                         Espada



Joice Furtado 

Leitura de uma imagem.