Google+ Mergulhei em seus olhos...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sempre-Viva!



Dou-lhe as mãos, também braços
doces rimas de Cecília
desfio sentimento em linha
impressões em todos atos

sopro nuvens, vapor amoroso
sobem aos céus vivos relatos
quente corpo, cio e gozo
ponho em alto seus retratos

No instante breve, bela toques
cordas sensoriais nestes sonhos
na ânsia de olhar, chora Eurípedes
tristezas, dias tornam enfadonhos

Sussurre para essa que lhe ouvida
pô-la-ei sobre lençóis floridos 
nos arfantes seios, chamejam gemidos
orna-me amor, colar de sempre-viva

Joice Furtado 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Poesia! por Wilson Caritta



poesia!



Poesia também é liberdade de expressão

e não mordaça de entendimentos condicionados. 

A vaidade sem ponto final 

não deve servir aos autores 

de qualquer gênero,

(visto que não existe literatura

com ausência poética). 

Humildade é essencial para quem quer escrever e ser lido.

Não falo da humildade barata,

disfarçada pelo silêncio do "ego"
que se julga superior, 

mas, daquela humanizada pelo olhar, 

disposto a enxergar a alma expandida de quem escreve 

com respeito concreto à palavra.


Poema de Wilson Caritta

Mais poemas em seu blog Atemporal

terça-feira, 2 de abril de 2013

Escreve-me - Poema de Florbela Espanca


Escreve-me ...

Escreve-me! Ainda que seja só
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d'açucenas!


Escreve-me!Há tanto,há tanto tempo
Que te não vejo, amor!Meu coração
Morreu já,e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d'oração!


"Amo-te!" Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d'amor e felicidade!


Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então...brandas...serenas...
Cinco pétalas roxas de saudade...

Florbela Espanca

Quem sustenta quem?




Viro a cara na rua
hipócrita desprezo 
esmola e mendigo

sinto aquele remorso
ligeiro golpe na consciência
atravesso a praça central

mãos mais mãos estendidas
batedores de carteira e bolsas
recolho-me insignificante indivíduo

Viro a cara na rua
ingrata sigo
com lapsos de misericórdia

é só um menino cheirando cola
são as vítimas do crack na TV
os traficantes malditos

é fácil só culpar aos políticos!
detentores do poder malignos
bestas-feras da corrupção 

sanguinários nós próprios
esfregados na merda todos os dias
caras pintadas, caras de bosta

suja!

caridade dos homens "bons"

suja!

desigualdade social

suja! 

incapacidade de enxergar o óbvio

...

Nós somos o sistema ingrato
injusto
sustentando uns poucos com muito
fiel voto

... que o Brasil mudará

só tolos acreditam na mesma história
apresentemo-nos hoje em diante

: Leais Tolos! 

Joice Furtado 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Poema constante



Espanta tristeza 
com frase sintética

Tática
       do poeta 

retirar do caos
algum alívio 

compor versos com beija-flores
infantis sorrisos 
casais na praça

amando a perder de vista
sincero e fiel coração embebido em sonhos
chora amargor das horas e partidas
lembranças

abraços nunca dados
e os quentes demais para esquecer
são fonte de vida
termo-constância

hoje sente a brisa no rosto
amanhã o vapor do fétido esgoto

a céu aberto contempla nuvens
pássaros em bandos 
as bandas da bunda que passa

mede silhuetas na orla, calçadão ou no bar
de uma esquina pobre fedendo cachaça
torresmo e ovos cozidos

se lhe fazem bonito gesto - canta - 
olhar ou exclamação
suspensa no ar, a saudade
falta parecendo metrô em construção
- só cresce - 

fala atravessada magoa
guardar-se no silêncio
cio
de si mesmo

sacode o mundo interior
jogando palavras para fora
suas retinas vêem a alma

forte é o ser que muta
sensibiliza
porém, não se esconde 
            estica os braços sobre o papel
                  e, sim, no imaginário, bate asas

Joice Furtado

terça-feira, 26 de março de 2013

Transcendendo



Caminhava pela rua quando avistei uma borboleta, fato um tanto banal e que passaria despercebido ao entendimento de quem não reflete em algo mais além do que pode ser visto. A borboleta seguia a alguma distância de mim, uma grande borboleta, parecia azul, constatação que não posso afirmar devido ao meu problema de visão. Em meio aos carros, subindo e descendo, planando e batendo asas delicadamente. Tive uma sensação boa e, ao mesmo tempo, de estranheza com relação aquele ser esvoaçando a minha vista. De tão intrigada, fui pesquisar o significado místico desse inseto, não que me ligue tanto nessas histórias, porém com o andar da carruagem nos últimos tempos, um sopro diferente no ouvido é um caso a se pensar. Na pesquisa feita, (não se deve acreditar em toda informação distribuída na internet, falando como técnica), a borboleta significa alma (psichê) ou espírito imortal, ideia de transição. Senti-me irrequieta e interroguei-me: Será que espíritos aparecem em forma de seres alados tais como borboletas? Se for o caso, ao meio-dia quando vários deles passeiam pela região entre o visível e o invisível, aquela borboleta poderia ser um sinal ou, como não sou tão consciente do plano astral, seja lá como dizem, nem pirada, digo que não duvido de nada e que até assovio no escuro é motivo para correria.

Joice Furtado 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Chama o Síndico


Quando o inverno chegar
lábios com lábios
desejo teu mel

na primavera... te amo!
quando a vida fica azul
verão na cor do mar-
Amor vejo

Do leme ao pontal
lEva sou
Como uma onda

...navegar eu quero

Do nada ao tudo
quero por inteiro

Me dê Motivo
volta a cada estação
Música no ar

Você e eu, Eu e você

A Blues in my soul
Tim
Maia!

chamo o Síndico
conheço-o desde a infância

Joice Furtado

Inspirado em postagem lida no blog do poeta André Anlub