Google+ Mergulhei em seus olhos...

terça-feira, 6 de março de 2012

Sedução de Vênus



Não quero uma mente doente
Desejo noites de lua, nua
deitar na sua pele quente

O seu olhar mais intenso, espero
enquanto me penetra, sacia
meu corpo em tormento
por querê-lo desse jeito
torturada noite e dia

Sem vergonha, excluídos
todos os falsos moralismos,
reverenciemos o nosso prazer
Sedução de Vênus em busca de Marte
Luta sem fim, regada a sexo,
mãos que se procuram, beijos
suores vertidos,  exangues

E eu que já me perdi
como se me tornasse parte
do seu inteiro espírito
Seu corpo, sua pele e cheiro
Renuncio à guerra, ao exílio
dos seus olhos, cativo
por gerações prefiro ser
Soldado em campo de batalha
comandar, apenas, seu corpo em êxtases
Minhas glórias mais reverentes,
honroso motivo de viver.

Inspirado no Quadro Vênus e Marte de Botticelli

Joice Furtado - 06/03/2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

A dona do bairro




Gosto tanto das suas curvas,
explícito, olho-as quando passa
Calça jeans apertada, baixa cintura,
calcinha de tira à mostra, arrochada
Redondos glúteos salientes
Aceleram os batimentos, tropeçam
ainda que sãos, transeuntes
olhando-a por trás e de frente

Aprecio esse seu rebolado, vaidosa
Sempre afinada, como um repente
desliza pelo vento, majestosa
passeia pelas calçadas
do meu coração descrente, profano
imagino despi-la, ligeiro
tomá-la com força, fogosa
Dá-lhe arrojadas furiosas,
firme apertar sua cintura 
magnífica dama de joelhos, 
mostra-me aflorado sangue quente.

Fala macia, submete-me ao delírio
Reinando em fantasias,
passagens da madrugada
em que chega à minha cama
tão pobre, tão mesquinha,
Um olhar superior, que não se importa
diz que deseja, só deseja
ser amante, safada e vadia
Lambuzar-se nos meus braços vorazes, 
nesse sexo, suor vulgar,
fera que tanto aprecia.

Imaginado-a com esse rebolado
de costas pra mim, passa 
toda dona de si, toda prosa
que narrações são inúteis ao
contar tal vilania, jeito safado
Em sua homenagem, dona do bairro
eu dedico o dia, minha noite, 
cada verso etílico, poesia.

Joice Furtado - 05/03/2012

Paladar divinal



Ai quem me dera um bom vinho
tinto, em taça de cristal
gelado, dádiva da natureza,
sozinha ou em companhia do amor,
percorrendo a boa inteira,
paladar divinal

Ai, quem me dera,
soa como lamento
Seu perfume causa-me desejo,
papilas gustativas reverenciam
o sabor dos intrínsecos elementos
Pisado, esmagado, deixado a solidão
Com tudo isso, conserva
em seu mais íntimo, a suavidade
o doce, perfeito doce
que inebria meu coração.

Bebida dos deuses,
aqueles que regem o universo
Seu encanto contrange-me, 
Brahma o prestigia 
sendo tão mística, sensual
a cor de sua fantasia

Baco, o deus pagão
celebra o seu nome
proibido, banido 
é o que desperta
ódio e paixão
Quantos almejam rotular-lhe,
sobre seu nome escrever 
fábulas, fantásticas histórias, 
bêbados e sãos
Mesopotâmios, árabes, persas, 
do mundo antigo ao atual cristão

Nós, andaluzos de sangue
mesmo misturados, mestiços
Raiz que reina subconsciente 
Pleno de beleza, alegria
inigualável, arrebatador poder
maravilhando, maravilha líquida
Os boêmios são seus fãs, nas tavernas
escuras onde seus ideais transbordam
fonte de inspiração, prazer e poesia.

Joice Furtado - 05/03/2012

Ai quem me dera esse vinhozinho. Eu amo!

Inspirado em Andaluzia

sexta-feira, 2 de março de 2012

A ingratidão




Um dos piores insultos é a ingratidão, talvez o pior.


Joice Furtado - 02/03/2012


... ela destrói o amor! 

Texto interessante: Sarah Sheeva

quinta-feira, 1 de março de 2012

Sublime




Se a sua alma, coração
não se conforma, busca
no olhar de amor, emoção
Você compreende
que toda renuncia,
todo ato que faça
sendo sincero,  
sublime efeito,
dá-lhe encorajador
sentimento no peito.

Joice Furtado - 02/03/2012


Hoje eu sou capaz de pensar assim. Tenho meus altos e baixos, porém, eu compreendo muito bem as coisas e o que realmente devo pensar, devo fazer a meu respeito. Valorizar-me acima de tudo.

Desvario!




O aguado e o sem graça não me apetecem,
sou mais o que me desperta as papilas gustativas
e dilata as pupilas
num desenfreado, apaixonante
estremecer de sentidos.




Joice Furtado - 02/03/2012

Navegar os céus



Quero seu olhar de fogo,
perder-me em você
Lançadas as cartas,
nós sobre a mesa,
faz parte do jogo
real do prazer.

Tiradas as meias
palavras inúteis,
Descobrir o coberto
sob o fosco, próprio
dos amantes, lume
realçando as curvas,
corpos dançantes,
trêmulas falas
no covio de véus
rasgados da carne,
atravessar o teto
descrito e restrito,
navegar os céus.

Prender-me aos ossos,
misturando medulas
nervos, pele
Insatisfeita mágoa
de ser somente
por um instante fugaz
homogêneo, inundado,
de amor morrer,
estribilho de ais
ecoando intensos,
desfaleço satisfeito
e então ressurjo
do mel filosofal,
esse seio encontrado
faz-me reviver.

Joice Furtado - 01/03/2012