aborrecem-te os questionamentos
vontades intermináveis
- caprichos tenho -
não sou um bicho
ainda que me cavalgues duramente
pisa sobre as preferências
- faço para ti este tipo -
dou a chance da vanglória
abraço o teu sorriso
molduro o meu ao teu
velo por prazeres esquecidos
enterrados sem flores
sepultados no corpo insone
a bebida que não toquei
mesmo que a veja
passando por meus olhos
em uma vitrine, o luxo
dispenso aquele mundo
lixo o qual me ofereces tão leviano
Persigo o inesperado
desesperado truque de mágica
esta poeira do infinito na qual tocamos
sim, nela tocamos
estou faminta, mas tu agravas minha fome
nega fantasias a mim que definho
- um esfomeado a beira do prato -
intensa, ainda e sempre intensa
busco aquele pedaço do céu onde recolho
cacos de vida pura, colo-me ao espaço
a poesia me beija e me reveste do novo
a ti um adeus
tenho uma bela roupagem agora
- minha própria sensibilidade!
Joice Furtado - 09/01/2013
0 comentários:
Postar um comentário