
De pessoas que vem e que vão
Em seu vestido as muitas cores
ilustram fantasias do coração
Cecília fala de amores
Mas nunca soube o que é amar
Em seu sorriso, Cecília esconde
a velha mágoa de esperar
Pegue aquelas folhas Cecília
pois o vento teima levar
Óh vento, por que faz isso?
As palavras que Cecília escreve
fazem-me os sonhos regar
São suaves as tais palavras
Mas com o vento não podem voar
Guarde-as bem, doce Cecília
Para dos seus amores poder lembrar
Amores de ficção
Porém de que vale a vida sem os amores?
E para que um coração?
Cante o amor sim, Cecília
para não morrer de solidão.
Inspirado no poema "A moura e o vento" de Cecília Meireles.
0 comentários:
Postar um comentário